Andre Saraiva, Advogado

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Andre Cavalcanti Pierre de Messias, Analista de Informações
Andre Cavalcanti Pierre de Messias
Comentário · há 10 anos
Se por um lado o comunismo "universaliza a pobreza", por outro, o capitalismo sem controle social gera "escravos modernos", trabalhadores explorados pelos donos das empresas, na sanha desenfreada pela obtenção de lucro e acúmulo de riqueza. Por isso é preciso que a sociedade tenha força política para por os freios necessários a esse "instinto natural" do capitalista, mormente nestas terras tupiniquins.

Todo o poder emana do Povo e em seu nome deve ser exercido. É preciso que respeitemos o resultado das urnas, ainda que não gostemos dele. Somente assim é que teremos ordem e progresso. Seria um imenso retrocesso político que os militares resolvessem usurpar o poder do Povo de escolher seus governantes, por pior que esteja crise econômica, política e moral que estamos atravessando.

Ideologias à esquerda e à direita sempre existiram e sempre existirão, todas com seus pontos positivos e negativos e cabe a cada um de nós conhecê-las para julgá-las e poder votar conscientemente em uma ou outra, de acordo com nossos interesses e convicções.

O que não pode, por afrontar o direito fundamental de escolher o governante, é que defensores de qualquer dessas ideologias queiram impor seus interesses e convições pela força das armas, o que equivaleria a um assalto, sendo o objeto do delito o poder político de escolha inerente a todos os cidadãos.

Assim, esquerda e direita devem se digladiar mesmo, mas apenas no campo da argumentação, jamais com armas, para fazer com que suas idéias prevaleçam e sejam consagradas nas urnas, pelo Povo, cabendo aos defensores das ideias que sucumbiram nas urnas, não a revolta ou a trama de golpes, mas mostrar aos eleitores, como oposição, porque entendem que tinham razão.

Finalizando esta breve intervenção, peço vênia ao nobre articulista para discordar da projeção segundo a qual "As Forças Armadas, se necessário for, na hora certa, tomará uma posição e direção. Fez isso em 1964 e fará novamente se achar necessário". Hodiernamente os integrantes das nossas briosas forças armadas estão muito mais cônscios da importância da Democracia e do que consiste a relevante missão que a Constituição da Republica Federativa do Brasil reservou à "Clava Forte", não a usurpação do poder político sob a influência ideológica de quem quer que seja, à direita ou à esquerda, mas sim a defesa da pátria, de seu território, de suas riquezas, de suas instituições e, principalmente, do Povo Brasileiro, em sua integralidade, que pode até estar dividido por ideologias, cada lado praticando uma defesa apaixonada, cega e, por vezes, injusta, do próprio ponto de vista, mas nunca deixará de existir como um todo uno e indivisível abrigado debaixo de nossa flâmula verde-louro.
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